terça-feira, 8 de maio de 2012

Conexão Minas Brasil Instrumental - Aconteceu!

Antes de discorrer sobre o que aconteceu no I Conexão MBI, gostaria de agradecer a todos os veículos de comunicação, jornais, blogs, rádios, emissoras de televisão, pessoas que utilizam rede social, pois todos contribuíram para a divulgação do evento, que atendeu a seu objetivo principal que é levar música até as pessoas, educar e propor reflexão sobre aspectos de gestão em arte e educação.

Um pouco do que circulou por aí pode ser encontrado em:

http://www.jornaldoestado.net/vidaelazer/noticia.php?id=0f36831f7ba0b716286df8e9452b00e8

https://www.google.com.br/#hl=pt-BR&sclient=psy-ab&q=conex%C3%A3o+minas+brasil+instrumental&oq=conex%C3%A3o+minas+brasil+instrumental&aq=f&aqi=&aql=&gs_l=serp.12...0.0.0.5507.0.0.0.0.0.0.0.0..0.0...0.0.IqMEFPcvelc&pbx=1&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_qf.,cf.osb&fp=8a570202268580a4&biw=1280&bih=673


Sobre o evento:

Desde 2008 tenho focado meu trabalho na música instrumental e movimentado a cena nesse segmento na região do sul de MG, tocando, dando aulas, ministrando workshops, promovendo ações de difusão e fomento do gênero instrumental, como exemplo o Sesc Instrumental MG, o Festival Minas Brasil Instrumental I e II edição, Contraponto (esse em parceria com o IBMC), o Ponto Cultural Minas Brasil e agora o mais novo “Conexão Minas Brasil Instrumental”, tendo sua primeira edição "linkado às comemorações do Dia Internacional do Jazz, instituído pela Unesco juntamente com o representante Herbie Hancock.
Essa iniciativa tem como objetivo conectar os músicos, espaços e instituições que trabalham e sintonizam com o gênero e ou trabalham com arte e educação em geral.  A idéia além de consolidar e fortalecer a música no sul de MG, também tem como objetivo colocar o público em contato com a música instrumental e estabelecer espaços de diálogos por intermédio de cursos, workshops, palestras, exibição de documentários e conferências com temas relacionados à arte e educação, contribuindo para o desenvolvimento sócio cultural da região.

O evento começou no dia 28/04 na loja Pró Music em Cambuí, MG.

Na ocasião toquei em trio com Felippe Oliveira (baixo) e Juninho Costa (bateria)... Começamos o som na loja, duas pessoas assistiam, ao final da primeira música havia umas 15, ao final da segunda música a loja estava cheia, pessoas olhavam pela vitrine, pois já não cabia muita gente no local... Obrigado a todos os presentes e aos amigos de som!

No mesmo dia, às 21h, fizemos um som que não estava programado,  na Casa Martins em Pouso Alegre... Trio, toquei guitarra, Juninho Costa na bateria e Diego Nogueira de piano... 

No segundo dia, 29/04, recebi em Pouso Alegre, MG, meu amigo, o guitarrista Michel Leme.

Às 16h, o guitarrista paulista Michel ministrou um workshop no Teatro Municipal... Na ocasião, falou a respeito de como estudar música, vias para desenvolver aspectos elementares que um músico precisa ter para começar a improvisar, tocar junto... Respondeu também a outras perguntas, como exemplo sobre como tocar sobre várias tipologias de acordes... E como sempre, falou diversas vezes de forma esclarecedora sobre a relação arte e capital...
Às 20h, também no Teatro Municipal entramos no palco em duo, ali mesmo escolhemos o que tocar e mandamos ver, fizemos duas músicas, em seguida Michel tocou uma música solo, terminando, voltei ao palco e convidei Felippe Oliveira (baixo) e Juninho Costa (bateria) para fazermos mais uns temas em quarteto.

Dia 30/04, às 14h, iria acontecer a exibição do documentário “A história do Jazz”, mas devido a um imprevisto, o evento foi cancelado.

30/04, às 20h Conferência sobre o tema " Novas perspectivas para a música na escola".

Estive junto com Bruno Carrasco do site (www.culturapa.com), com o ex-secretário de cultura Rafael Camargo Huhn, com o músico e educador Edgard Brito, com a professora Cristiane Buosi, que ministra aulas de piano no CEMPA e com a  representante da secretaria de educação do município Sra Lucéia e de alguns membros da comunidade... Na ocasião discorremos pautados sobre o tema “Novas Perspectivas para a música na escola”... A idéia era justamente num primeiro momento, aproximar alguns membros da comunidade que trabalham em áreas conectadas com cultura e educação, para que fossem apresentadas e discutidas as interpretações pessoais que cada componente da mesa tem de sua perspectiva, e por intermédio da exposição de experiências e idéias, fosse potencializada a criação de caminhos pautados na realidade local para programas de desenvolvimento em arte e educação, unindo artistas, educadores e instituições responsáveis pelas áreas.
Foram citados os El Sistema, criado por José de Abreu e implementado na Venezuela, além do trabalho realizado no Brasil intitulado“A Música na Escola” de Gisele Jordão, Renata R.Alucci, Sergio Molina e Adriana Miritello Terahata.
Também foram citadas algumas idéias e experiências em sala de aula e observações sobre o aspecto sócio cultural local... Considero favorável e agradeço aos envolvidos... Como músico e educador,  continuo acreditando que o contato com a música antes de mais nada é a maior ferramenta para lidar com a mesma, penso que isso seja até óbvio... Por isso, fui para apresentar minha proposta, que é, num processo mais simples, barato e dinâmico, a música nas escolas deveria ser inserida antes de todas as aulas e nos aparelhos de som que tocam no pátio.
Mesmo que isso não seja regido por um método científico, ele é regido pelo óbvio, que é: Num ambiente em que se propõe a educar, todo o conteúdo que circula deve ter caráter educativo.
Se para que isso aconteça tem de ser criado todo um esquema de elaboração e implementação do óbvio, significa que a institucionalização do saber serve apenas para que mediados por argumentações regidas por estatísticas, permaneçamos na inércia... A veiculação de música com conteúdos educativos nas escolas pode não oferecer uma mudança radical, porém, ao menos ajustada e coerente com educar estará! Qualquer educador destes mais conhecidos afirma que a formação do individuo tem conexão com a realidade que o cerca... Então, veicular música com conteúdo educativo ao invés de conteúdo torpe nas escolas não seria agregar com o intuito de educar? Isso não seria óbvio? Essa foi a reflexão que propus na ocasião...

Na sequência, às 23:50, toquei com Juninho Costa (bateria) Felippe Oliveira (baixo) e Décio Jr (sax) no Soulkitchen Pub. A casa estava lotada com uma média umas duzentas pessoas. Fizemos o show de uma hora e meia... Foi muito bom, intenso...O público presente foi contagiado pelo som que aconteceu ali, foi notável! Mais uma vez conferi que a música que expressa, independe de condições para comunicar, é algo direto, o som vai e alcança as pessoas... Os temas que tocamos estavam bem dissolvidos no meio das improvisações, tempos pouco convencionais para o público não acostumado a ouvir essa proposta, mesmo assim, o negócio foi de um impacto e tanto... Obrigado aos companheiros de som, ao Décio Jr que veio para uma canja e fez o show com agente, ao Thomas e Mateus do Soukitchen, parabéns por agregarem ao Conexão MBI.


Dia 29/04 em Itajubá, o Instituto Mantiqueira de Música e Arte também desenvolveu ações conectadas ao evento no dia 29 e 30/04.

No dia 29, Omar Fontes (piano), Gustavo Carvalho (baixo), Diovani Bustamante (bateria), Décio Jr (sax) e Rodolfo Guilherme (trumpete e flugelhorn) tocaram no espaço do IMMA às 20h.

Dia 30/04, às 20h,  no IMMA foi exibido o documentário “A História do Jazz” Informações e fotos no http://www.imma.art.br/conexaominasbrasil
Obrigado ao pianista e compositor, Omar Fontes! O responsável pelo contato que conectou Itajubá ao evento! Abraço e até breve!

Dia 02/05 o Conexão MBI aconteceu em Varginha, MG, no Conservatório Marciliano Braga.

Às 14h ministrei um workshop no auditório do CEMVA, público entre crianças e adolescentes, alguns adultos e professores... Como era um público heterogêneo não deu para abordar um único assunto, então toquei alguns temas e depois abri para perguntas... Falei também sobre quadratura, que é a base elementar para o tipo de música que me proponho a fazer... Toquei a primeira parte do tema “Parabéns para você”, (que é o mais popular possível) e depois o auditório ficou marcando o pulso e a entrada do tema enquanto improvisei alguns chorus... A garotada se divertia com as “ratas de quadratura de algumas palmas atravessadas e vibrava com os acertos. Aproveitando o gancho falei sobre “tocar junto”, ouvir o companheiro ao lado e sobre a importância do professor tocar com o aluno em sala de aula...
Às 17:30 ministrei uma breve palestra de 30 minutos para cerca de 50 professores do CEMVA, fui companheiro do corpo docente com a maioria deles no ano de 2001 e 2002, e foi grande minha responsabilidade de compartilhar o que tenho vivido e trabalhado com a música e a educação musical fora dos parâmetros da arte e educação dos ambientes de conservatórios que notavelmente é um ambiente onde a institucionalização interfere na arte. Compartilhei e me dispus a continuar o diálogo para cooperar com possíveis interessados em articular formas e vias de elaboração de eventos que ampliem o contato da escola com música. Falei também da importância da improvisação na interação entre músicos e no desenvolvimento da criatividade e apresentei algumas formas de trabalha-la em sala de aula... Para encerrar falei sobre a importância da realidade no processo de aprendizado do aluno, a ênfase disso foi sobre a necessidade de que os professores toquem mais, pois isso oferece diversos referenciais para os estudantes, o principal é: A realidade, que é estar em contato direto com a música... Falei sobre a importância de o professor tocar com o aluno. Sobre a importância de utilizarem o auditório e ampliarem os eventos de música fora de sala de aula... Sobre a criação de jam sessions, mostras de composições, que a comunidade participe disso e não somente os alunos. Por ultimo falei sobre a importância de um professor de música ter agenda com apresentações de suas artes, pois obviamente, só se ensina o que se vive...
Às 20h, no auditório do CEMVA fiz um show pra lá de inusitado... Iríamos tocar em trio, mas o contrabaixista teve um contratempo e não pode ir...  Toquei algumas vezes em duo com o baterista Juninho Costa e há um tempo já cogitava a possibilidade de fazermos um show com essa formação... Então foi aí, tocamos em duo, guitarra e bateria... Fizemos um show de uma hora e meia com o auditório lotado, alguns espectadores estavam em pé, pois não tinham mais acomodações...
No meio do show tivemos uma canja do pianista e compositor Clayton Prósperi (o cara que me apresentou a atmosfera da música do "Clube da esquina"), tocamos em duo o tema “Lígia” de Tom Jobim...
Esse foi meu ultimo som no Conexão MBI, mas o evento ainda seguiu mais um dia:

No dia 03/04, (Naná Maran Trio) O guitarrista Naná Maran, juntamente com Eduardo Sueitti(bateria) e

Raphael Du Valle (baixo), tocaram em Poços de Caldas no New York Pub, além de contarem com participação de músicos locais.

E essa foi a primeira edição do Conexão Minas Brasil Instrumental... Novembro tem mais!!!

Obrigado a todos!

Juninho Costa e família, Felippe Oliveira, Michel Leme, Décio Jr, Omar Fontes, Rodolfo Guilherme, Gustavo Carvalho, Diovani Bustamante, A todos do Instituto Mantiqueira de Música e Arte, Cintia Toledo, Rubia Laureano, Diego Nogueira, Seila do Hotel Fenix, Karina Nirvana Ribeiro da Showps Pizzaria, Richardson da Tatita, Marcelo, Luciano, Sandra e Hemon do Teatro Municipal, Ramon e amigos da loja Pro Music de Cambuí, Bruno Carrasco, Rafael Huhn, Rafael Brandão, Cristiane Buosi, Lucélia, Edgard Brito, Thomas e Mateus do Soulkicthen Pub, ao diretor Adilson Ferreira e a todos os professores e alunos do Conservatório Marciliano Braga de Varginha, Naná Maran, Eduardo Sueitti, Raphael Du Valle, Rafael do New York Pub e “canjeiros em geral”...

Abraço,

Sandro.

Ps: Desculpem os erros, tempo curto, tive que fazer de madrugada... Depois corrijo...